Iporã
Da Redação
Ficar fora de uma Copa do Mundo não é como esquecer de confirmar presença em festa. Antes de chegar ao Mundial, cada seleção precisa disputar as Eliminatórias, uma maratona de jogos organizada por continente. Na Europa, onde está a Itália, as equipes disputam grupos e, quando não conseguem vaga direta, ainda podem tentar sobreviver na repescagem. É nesse caminho que até camisa pesada escorrega.
Por isso, alguns jejuns chamam tanta atenção. O maior intervalo entre duas participações em Copas pertence a um integrante do Reino Unido, o País de Gales. A seleção disputou o Mundial de 1958, na Suécia, e só voltou em 2022, no Catar. Foram 64 anos de espera, tempo suficiente para atravessar gerações inteiras de torcedores até o reencontro com o maior palco do futebol.
Outras seleções também passaram longos períodos longe da competição. O Egito jogou a Copa de 1934 e só retornou em 1990. A Noruega participou em 1938 e voltou apenas em 1994. Em ambos os casos, foram 56 anos de ausência. A Turquia também entrou nessa lista: disputou o Mundial de 1954 e só reapareceu em 2002, quando voltou com estilo e terminou em terceiro lugar.
No cenário recente, porém, nenhum caso pesa tanto quanto o da Itália. Tetracampeã mundial, campeã em 1934, 1938, 1982 e 2006, a Azzurra já havia ficado fora das Copas de 2018 e 2022. Como se o drama ainda precisasse de continuação, a seleção também não disputará a Copa de 2026, após cair na repescagem europeia diante da Bósnia e Herzegovina, nos pênaltis.
A Itália não tem o maior jejum em número de anos, mas carrega o mais simbólico da história recente. Ver uma seleção quatro vezes campeã do mundo ficar fora de três Copas seguidas é daqueles lembretes cruéis que só o futebol entrega: tradição ajuda, camisa pesa, mas nenhuma estrela antiga marca gol sozinha.
Essas histórias mostram que chegar à Copa do Mundo é difícil até para quem já levantou taça. Para alguns, a espera dura décadas. Para outros, poucos anos fora já bastam para transformar a ausência em crise nacional, daquelas que nem um bom macarrão resolve.