Iporã
Da Redação
Uma cidade limpa não nasce apenas da coleta, dos caminhões ou dos horários definidos pela prefeitura. Ela começa antes, na consciência de cada morador, no jeito como o lixo é separado dentro de casa e na decisão simples, mas poderosa, de fazer a própria parte. Foi com esse espírito que a Casa da Cultura recebeu, na tarde de sábado, dia 30, as equipes de voluntários do Projeto Cidade Limpa para a entrega dos materiais informativos e das orientações sobre a campanha de conscientização da coleta seletiva em Iporã.
O encontro reuniu representantes de aproximadamente 40 órgãos, entidades e empresas do município, que iriam voluntariamente trabalhar na distribuição de panfletos e na orientação dos moradores. A cidade foi dividida em três setores, identificados pelas cores azul, verde e laranja, facilitando a organização das visitas. Os voluntários também receberam pulseiras coloridas, de acordo com cada área de atuação.
A abertura do evento foi conduzida por Gilmar Gil, que relembrou a trajetória do Projeto Cidade Limpa, existente desde 2014, e destacou que a iniciativa ganha agora ainda mais força com a participação da comunidade e o apoio da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores, Provopar e da Itaipu Binacional. Ele também ressaltou que o lema da campanha resume bem a proposta: “Cidade limpa começa comigo e com você”.
Durante o encontro, a primeira a falar foi a bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Ana Lígia de Santana Abreu, que explicou a importância da separação correta dos resíduos. Além de preservar o meio ambiente e aumentar a vida útil do aterro sanitário, ela lembrou que o descarte inadequado de recicláveis também representa perda econômica, já que muitos materiais poderiam voltar à cadeia produtiva por meio da reciclagem.
Na sequência, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Edmilson Ferreira dos Santos, orientou sobre o funcionamento da coleta, os dias específicos para cada tipo de resíduo e a importância de colocar o lixo em local visível e no horário correto. Também explicou que folhas e resíduos de poda devem ser acondicionados em sacos e deixados próximos às árvores para recolhimento pelas equipes da prefeitura.
O prefeito Roberto da Silva destacou o momento de crescimento acelerado vivido por Iporã e os investimentos que vêm sendo realizados em infraestrutura urbana e rural. Em sua fala, lembrou que novas áreas de expansão estão sendo preparadas para receber moradores nos próximos anos, o que exige planejamento, organização e serviços públicos cada vez mais eficientes. Nesse cenário, o Projeto Cidade Limpa aparece com destaque, já que uma cidade que cresce também precisa avançar na forma como lida com seus resíduos.
O prefeito também ressaltou que Iporã conta com diferentes modalidades de coleta, incluindo o serviço de caçambas para resíduos de limpeza de quintais, que deve ser solicitado pelos canais oficiais da prefeitura. Ele lembrou ainda que o descarte irregular desse tipo de material é proibido por lei e que a colaboração da população é essencial para manter a cidade mais limpa, bonita e bem cuidada.
Logo depois, a primeira-dama e presidente do Provopar, Vanessa Silva, apresentou a dinâmica das visitas domiciliares, mostrando como os voluntários deveriam abordar os moradores, explicar o conteúdo dos panfletos e esclarecer dúvidas sobre os dias e modalidades de coleta.
O evento contou ainda com a participação dos Agentes Mirins Ambientais, estudantes das escolas Delazir Pinezi e Geni Giordano, que irão assumir oficialmente suas funções no dia 2 de junho. As crianças falaram sobre preservação ambiental dentro e fora das escolas, reforçando a ideia de que a mudança dos hábitos também começa pela educação.
A programação terminou com a música-tema oficial da campanha e uma coreografia apresentada pela Rainha do Rodeio, Natália Mataro, pela princesa Emily Salvador e pela madrinha Isadora Canova, acompanhadas pelos agentes mirins. Após a foto oficial, os voluntários saíram às ruas para iniciar o trabalho junto à população, levando informação, orientação e o convite para que cada morador também fizesse parte dessa transformação.